Ambição, Ego e Liderança

 

Por Robert Tamasy

Nos dias atuais aparentemente presumimos que a ambição, egos inflados e liderança são inseparáveis, da mesma forma que a gema, a clara e a casca precisam estar juntas para formar um ovo. Líderes desejam tão desesperadamente fazer com que suas organizações – e eles próprios –  cresçam, mesmo que a exibição de egos dominadores pareça ser necessária para que suas ambições se realizem. Na verdade, sua diretoria e seus acionistas geralmente encorajam a mentalidade do tipo “custe o que custar” para governar suas táticas de liderança.

Entretanto, meu amigo Randy, um pastor, recentemente apresentou algumas reflexões que desafiaram este modo de pensar. Por que os homens de negócios e profissionais estariam interessados no que um clérigo tem a dizer? Porque, como ele escreveu, “Somos como os proprietários de pequenos negócios lutando pela atenção das pessoas através da propaganda. Parte da atração consiste em…atraí-los para nós mesmos. Nossa propaganda, seja através da constante participação na mídia social ou exagerando nossas estórias, pode facilmente inflar nosso ego, senso de competição e vaidade.”

Um perigo em particular, Randy ressaltou, consiste na tentação de dar preferência àqueles que estão em posição de ajudar-nos a maximizar metas e ambições. “Quando somos amados por pessoas poderosas, importantes, influentes, famosas ou ricas, é muito fácil priorizá-las, roubando o tempo dos pobres, solitários, insignificantes e negligenciados.”

Sem dúvida, pessoas poderosas, influentes e ricas – geralmente clientes ou investidores – são cruciais para a sobrevivência e crescimento de organizações. Mas, se como seguidores de Jesus Cristo, um de nossos principais objetivos é servi-Lo e levar outros a Ele, então precisamos lembrar-nos do que Ele disse: “…o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir…” (Mateus 20:28). Da mesma forma, uma das melhores maneiras de representar Jesus é servindo a outros, especialmente àqueles que não podem agir com reciprocidade.

Isso pode ser contrário às filosofias e valores de muitos no mercado de trabalho, mas as verdades e princípios apresentados por Jesus geralmente eram contrários às culturas em que Ele e também Seus seguidores viveram. O apóstolo Paulo, por exemplo, escreveu: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” (Filipenses 2:3). Ele jamais sugeriu que poderia haver exceções para aqueles envolvidos com negócios ou comércio.

Honestamente, os empregadores e chefes que mais me impressionaram no decurso de minha carreira profissional foram aqueles que pareciam me considerar mais importante do que eles próprios. Ás vezes fizeram esforços especiais para me procurar, perguntar como eu estava e até mesmo me assistirem no trabalho quando isso foi necessário e surgiu a oportunidade. Posso assegurar a você que saber que eles verdadeiramente se preocupavam com o meu bem-estar me inspirou a trabalhar ainda com mais empenho e tentar realizar e exceder suas expectativas.

Como Paulo escreveu em outra passagem, “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” (Romanos 12:16). Isto funciona para as pessoas em qualquer posição ou ambiente de trabalho, seja empresarial, educacional, político, na mídia ou ministério vocacional.

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