Neemias – Parte 06 – Conflito de valores

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Neemias 4:7-23

(Leia o texto bíblico antes de prosseguir. Isso irá ajudar você a extrair o máximo do resumo a seguir).

“Em tempos adversos, muitas pessoas perdem a coragem e demonstram uma fraqueza desnecessária. Acham que uma perda, ou um desapontamento é uma falha quando na realidade o infortúnio pode significar oportunidade. Devemos tecer de nossas circunstâncias o modelo e a textura da vida. Ganha-se força quando se vence a adversidade, não quando por ela somos vencidos” (Autor desconhecido).

Devemos esperar pressões. Aprender a enfrentá-las sem perder nosso equilíbrio emocional, porém, leva tempo. Inclui crescer até à maturidade. Visto como as pressões externas e as forças internas são coisas que todos os líderes têm de enfrentar, temos muito que aprender do modo pelo qual Neemias agiu nas circunstâncias que confrontou.

Os judeus sofrem diante da violência de seus inimigos, que conspiram para destruí-los. Tão logo Neemias fica sabendo da conspiração, ele toma providências imediatas. Mais uma vez ele mostra como a fé (oração) e as obras (puseram guarda) andam juntas – a oração não é substituto da ação. Toma as devidas precauções, montando um sistema de guarda constante! E o povo assume mais esta responsabilidade e almeja unir-se a ele no trazer seus problemas perante o Senhor!

Mas o ardil de Sambalá surte efeito, atemorizando o povo e destruindo seu espírito de cooperação – o medo diminuía a força de vontade dos judeus e fez com que perdessem a confiança em Neemias. A chave do êxito de Neemias em enfrentar mais esta crise está em sua capacidade de diagnosticar corretamente o que andava errado. Ele percebe que agora o problema é interno, e não externo – uma nova espécie de ameaça, mais sutil que a primeira. O povo estava guardando os muros da cidade, mas não estavam guardando seus ouvidos do que os inimigos diziam. Estavam permitindo, sem perceber, que o inimigo lhes enchesse de dúvidas, que invadindo a alma, os levaria ao desespero.

Neemias enfrenta a situação de modo bem interessante. Primeiro repreende aos judeus: “não os temais”, e em seguida os anima: “lembrai-vos do Senhor”. Finalmente, ele lhes dá uma motivação: “pelejai pelas coisas que prezais”. Em suma, ele lança um desafio às emoções. Como líder sábio, Neemias enfrentou a razão real e não a explicação racionalizada que os judeus apresentaram para interromper as obras.

É necessário saber diagnosticar um desânimo aumentado e saber encorajar e motivar eficazmente aos nossos colaboradores, seja numa grande firma, numa igreja, num hospital, ou no campo missionário. É um dos fatores importantes da liderança bem sucedida. Mas precisamos estar em contato com aqueles com quem trabalhamos. É a única forma de combater influências negativas. Temos de ser vistos, e sendo visíveis, temos que ser acessíveis.

“Uma função básica do bom líder é inspirar os melhores esforços das pessoas. O homem que se concentra apenas nos detalhes, nas cifras ou nas questões técnicas pode tornar-se um perito, mas não será um líder. Os peritos (experts) sabem o que deve ser feito; os líderes sabem o que deve ser feito e como fazer com que as pessoas levem a cabo o que deve ser feito”. O líder tem que saber como repreender, encorajar e motivar os outros.

Neemias pôde vencer o medo que os líderes tinham através do seu próprio entusiasmo, que é mantido vivo durante todo o programa de reconstrução pelo ideal, dado por Deus, que domina o seu pensamento, e pela confiança que ele tem no Senhor e em si mesmo. Esta confiança lhe dá um “otimismo infeccioso”, a própria essência da motivação bem-sucedida.

Os líderes de hoje devem aprender de Neemias como ele se portou naqueles tempos de tensão e provação. Quando surgia uma situação difícil, ele a enfrentava objetivamente. Reorganizou suas prioridades e ajustou sua estratégia à situação. Nem pressões nem tensões fizeram com que ele se desviasse do seu objetivo final.

O alicerce da vida de Neemias era sua fé. Esta era a semente imprescindível que inspirava a outros e produzia uma colheita de realizações. Sabia que a desistência seria o mesmo que deixar a Deus do lado de fora. Do mesmo modo que por sua fé Neemias estava ligado à Fonte de Poder, a fé também era a base de sua confiança. Dava-lhe coragem para perseverar. Ele tinha a confiança de que estava fazendo aquilo que Deus queria que fizesse.

A fé nos dá um sentido de propósito. Ela nos dá a confiança de viver cada novo dia na dependência do Senhor. O entusiasmo e o desafio que Neemias teve, nós também podemos tê-los quando reconhecemos que estamos envolvidos na obra do Senhor.

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17).

Este é um resumo do capítulo 6 do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Cyril J. Barber, Ed.Vida. Por Elliane Wener –

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