Neemias – Parte 12 – Recarregando as baterias

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Capítulo 12

Neemias 7:73b-8:18 (Leia o texto bíblico antes de prosseguir. Isso irá ajudar você a extrair o máximo do resumo a seguir).

A verdadeira renovação espiritual só vem quando indivíduos saem de sua apatia religiosa e  moral para com Deus, em arrependimento e fé. Envolve submissão à autoridade das Escrituras. Veremos neste capítulo como tudo isso pode tornar-se parte de nossa experiência.

Com o muro da cidade construído e dados os primeiros passos para a consolidação, Deus interrompe a obra. O povo não está pronto para governar-se… eles acabarão falhando. Eles precisam de uma renovação espiritual que estabeleça um sentido de comunidade entre eles. E então, pedem a Esdras que leia a Lei, demonstrando sua fome espiritual da Palavra de Deus. Esdras prepara o povo em oração, abre o rolo e lê à congregação de homens e mulheres, e os levitas explicam o texto. As palavras da Lei são entendidas por todos os que a ouvem e sua resposta se demonstra em suas mentes, suas emoções e suas devoções.

Existe, quanto a isso, um paralelo entre o tempo de Esdras e o nosso. Hoje muitas igrejas falham porque seus ministros consagrados falharam em ensinar a palavra. Quando C.H.Spurgeon foi para Londres, descobriu que “o povo estava tão faminto, que uma migalha do evangelho era uma festa para eles”. Ele começou a fazer exposição das Escrituras. Ocorreu uma surpreendente obra do Senhor. Semana após semana, pessoas iam sendo salvas, sem necessidade de um evangelista. Anos mais tarde, quando Spurgeon morreu, dizia-se dos membros de sua congregação, que eles conheciam melhor a Bíblia do que os teólogos. A chave do sucesso de Spurgeon estava na exposição da Palavra de Deus. Ele a ensinou; o povo a ouviu e aplicou-a a suas vidas. O resultado foi um movimento contínuo do Espírito em seu meio.

A renovação espiritual do povo de Judá começa com um desafio à mente, continua no efeito que exerce sobre suas emoções, quando se conscientizam do pecado e expressam sua contrição chorando perante o Senhor. Porém, as festas no culto de Israel eram ocasiões de regozijo, por isso Neemias, Esdras e os levitas instruem o povo a não se entristecerem, “porque a alegria do Senhor é a vossa força”. É possível absorvermo-nos de tal forma com nossas falhas e nossos fracassos que não temos saúde espiritual.

“O principal fim do homem é glorificar a Deus e deleitar-se nele para sempre”.

A alegria é parte vital da nossa experiência quando nos regozijamos por nos encontrar perante o Senhor. Isto ocorre enquanto aprendemos mais sobre o que ele tem feito por nós e entramos na realidade do que significa pertencer a ele e ser aceito por ele.

Deus se tornou o centro da vida do povo, e eles sentem segurança em sua relação com Ele. Com sua bênção sobre eles, estão capacitados a enfrentar o futuro. O resultado é força, e sua resposta natural é de obediência à vontade de Deus.

Embora a renovação espiritual comece com um conhecimento da Palavra e tenha o propósito de agir sobre nossas emoções, não terá efeito duradouro a não ser que afete a nossa vontade.

A experiência dos judeus ressalta uma das razões pelas quais precisamos expor-nos continuamente ao ensino da Palavra de Deus. Tantas novas ideias transitam pelas nossas mentes a cada dia que verdades essencialmente importantes caem no esquecimento. Quando nos esquecemos dos absolutos de Deus, falta-nos discernimento necessário para enfrentar diferentes espécies de situações. Ao expor-nos continuamente ao ensino da Palavra, somos lembrados dos princípios bíblicos que devem governar nossas vidas.

A Bíblia oferece uma base para unidade verdadeira do povo de Israel, incluindo todas as classes, trazendo um senso de comunidade e os colocando numa posição em que Deus os pode abençoar. No Novo Testamento, o senso de unidade é expresso pela palavra koinonia: um espírito de compartilhar, de comunhão, de unicidade; um verdadeiro sentimento de amor uns pelos outros, com resultados práticos. Esta unidade permite diversidade sem divisão, e uniformidade sem conformidade controlada. A palavra de Deus torna-se a autoridade e influencia nossas práticas e nossa conduta social.

Podemos nos apossar das bênçãos decorrentes da comunhão quando nos submetemos inteiramente ao ensino da Palavra de Deus, permitindo que as Escrituras permeiem nossos pensamentos, regulem nossas emoções e dirijam nossa vontade. Somente enquanto praticamos aquilo que a Bíblia nos ensina é que podemos ter o bem-estar espiritual, mental e emocional como parte de nossa experiência.

Este é um resumo do capítulo 12 do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Cyril J. Barber, Ed.Vida.

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