Neemias – Parte 04 – Assumindo o comando

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Neemias é um líder sábio que sabe lidar com as pressões internas e externas, conduzindo o povo a olhar para o Senhor e não para os seus temores. Vamos aprender com ele?

Neemias 2:9-20

(Abra a sua Bíblia e leia este trecho, assim você irá compreender muito mais o que o autor fala neste capítulo).

Existe um modo certo de assumir nova posição de liderança? Existem técnicas provadas que nos auxiliem a transpor estas barreiras? A dinâmica a empregar em situações como esta é demonstrada no capitulo 2 de Neemias. Ela inclui forças internas e externas.

A chegada de Neemias em Jerusalém sem dúvida perturba a estrutura de poder da cidade. À luz de Neemias 3, parece provável que durante estes três dias ele estivesse planejando sua estratégia para a construção do muro, avaliando a liderança do povo, calculando os recursos necessários e providenciando para que os canais de comunicação fossem preparados. Possivelmente também estivesse aguardando o momento psicológico certo para tornar seus planos conhecidos ao povo.

No final dos três dias, as atividades de Neemias tinham despertado considerável interesse. Só depois de estar de posse de todos os fatos é que ele faz uma reunião com todo o povo. Ele cuida de que todos tenham a oportunidade de vê-lo pessoalmente e ouvir de primeira mão o que ele tem a dizer. A ninguém é dada a responsabilidade de interpretar o que ele diz aos demais.

Enquanto Neemias fala ao povo, ele os conclama a avaliar sua situação, e se liga a eles dizendo “nós”. O povo começa a reconhecer que ele não é como os outros governadores – em vez de buscar seus próprios fins, ele está interessado neles. Seu cuidado genuíno para com eles dá-lhes confiança na liderança que ele está para exercer.

Neemias é um líder sábio. Ele sabe que o objetivo que coloca para o povo tem de ser atingível. Se o alvo for alto demais e eles não conseguem atingi-lo, eles vão desanimar-se e perderão a confiança nele. Assim, junto com o desafio ele dá estímulo.

Ao fazê-los não olhar tanto para seus temores e sim olhar para o Senhor, ele fixa suas mentes naquilo que Deus está fazendo por eles.

Todos nós mudamos de emprego ou de pastorado ou somos promovidos, em alguma época ou outra. Quando isto acontece, a dinâmica externa e a interna começam a operar.

Quanto à dinâmica externa, Neemias examinou as coisas antecipadamente, para que sua decisão se baseasse em fatos. Ele despertou o interesse do povo e sabiamente deixou de dar detalhes de seu plano e propósito até que estivesse pronto para entrar em ação. Então convocou uma reunião pública e deu a todos a oportunidade de ouvi-lo pessoalmente e conhecer suas ideias. Desafiou-os com a obra a ser feita: motivou-os para a realização da tarefa, e encorajou-os com a segurança do sucesso.

O problema de conflitos internos é duplo. Primeiro, a pessoa designada para um novo cargo de responsabilidade precisa reconhecer que os conflitos são internos; segundo, precisa certificar-se de que suas ações se baseiam na realidade. Se não for assim, ela estará constantemente tomando e desfazendo decisões. O resultado será confusão – para ela e para seus subordinados.

Realmente o problema pode ser interno. A falha pode ser resultado de ansiedade quanto a seu status (sua posição como líder e sua responsabilidade de produzir) ou ansiedade quanto à competição (sentimentos de inferioridade).

Mais uma vez, Neemias dá-nos o exemplo. Ele evita a síndrome do medo porque sua confiança está em Deus. Ele crê que seus passos são dirigidos pelo Senhor e que Deus não permitiria que nada acontecesse que não fosse para o seu bem. Esta confiança fortaleceu-o quando ele assumiu suas novas responsabilidades, começou o trabalho da reconstrução dos muros da cidade e enfrentou a oposição dos inimigos.

Os que se encontram em posição de responsabilidade sofrem ansiedade quanto à competição ou à oposição por duas razões principais: medo do fracasso e medo do sucesso.

O medo do fracasso geralmente vem dum sentimento de inferioridade. A pessoa acha que não tem capacidade. Neemias sabia que o medo do fracasso só poderia ser resolvido se ele se identificasse com o Senhor, isto é, tomasse dele suas forças pessoais. Estabeleceu, portanto, uma base para a realidade num Deus que não muda.

E o medo do sucesso? O sucesso, em si, não é errado. É o desejo desordenado de progredir que leva finalmente ao fracasso, quando o líder tem medo de que sua posição seja ameaçada.

Neemias não sofria medo de fracasso e nem temia o sucesso. Sua liderança era sempre de uma posição de força. Esta força provinha de forças espirituais desenvolvidas através dos anos. Com esta dinâmica interna operando nele e permeando tudo o que ele fazia, não é de surpreender que tenha podido enfrentar uma tarefa aparentemente instransponível, motivar um povo esmagado, e enfrentar a oposição – tudo com equanimidade e aparente facilidade.

Este é um resumo do capítulo 3 do livro “Neemias e a dinâmica de liderança eficaz”, de Cyril Barber, Editora Vida.

Por Eliane Werner

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