Visão Para as Possibilidades

Visão Para as Possibilidades

Por Rudolf Dainis Smits

“O mundo, tal como o criamos, é um processo do nosso pensamento. Ele não pode ser mudado sem mudarmos nosso pensamento” – Albert Einstein

Colocando em perspectiva o que Albert Einstein disse, uma das poucas coisas da qual podemos estar certos na vida é a mudança – e mudança representa incerteza. A mudança pode ser assustadora, mas ela se tornou o novo status quo. O dicionário define mudança de diversas formas: fazer diferente de alguma maneira particular; tornar radicalmente diferente; dar uma posição, curso ou direção diferente a algo ou alguém. A mudança varia em magnitude e afeta os resultados de diferentes maneiras. Frequentemente tem se tornado necessário ser capaz de mudar e se adaptar para viver e ser bem-sucedido.  Uma mudança bem-sucedida requer visão, informação e preparação.

Seriam compatíveis a adaptação às mudanças e a constância requeridas para o gerenciamento de um projeto? Nós desejamos estabilidade e consistência para atingir nossos objetivos, embora algumas vezes mudanças sejam essenciais para seguir adiante com um projeto ou produto. A liderança efetiva exige habilidades e ferramentas que possam equipar e motivar uma organização e seu pessoal para enfrentar mudanças. Os indivíduos precisam ser instruídos de forma apropriada para se transformarem em uma equipe. A introdução de um software, sistemas ou procedimentos e métodos de comunicação novos exige mudanças para que um projeto se conclua com sucesso.

A mudança pode ser vista como um inimigo se não entendermos porque ela é necessária.  A mudança, processo evidente dentro de toda a criação, pode afetar negativamente o indivíduo ou desunir todo o grupo. Não precisamos necessariamente gostar da mudança e ela não surge de forma natural. Então, resistimos se ela não for bem administrada. A mudança começa por pensar de forma diferente sobre os próprios processos que criamos. Romanos 12:1-2 diz: “…transformem-se pela renovação da sua mente…”.

A mudança requer crença em uma causa.  Fornecer informação é essencial para construir lealdade e confiança, as quais escoram a motivação e mantêm a visão. O livro de Provérbios afirma que “Onde não há visão o povo perece (por falta de controle)…” (Provérbios 29:18). Delinear uma visão proporciona direção e ordem, e isso exige uma comunicação apropriada, e também lidar com as preocupações da equipe e fornecer detalhes para a implementação da mudança.

Administrar de forma apropriada uma mudança é essencial para transformar uma organização e concluir um projeto com sucesso.  Pat Zigarmi, da The Ken Blanchard Companies, no início de sua carreira estudou sobre liderar mudanças e concluiu:  “Aqueles que planejam a batalha raramente batalham contra o que  planejaram.” As pessoas não ficam tão propensas a resistir às mudanças quando fazem parte do processo de planejamento.  Quando isso acontece, geralmente elas embarcam na mudança. Mudança requer liderança, mas não do tipo de abordagem de cima para baixo. Dados fornecidos pelos subalternos são essenciais para implementar mudança e seu aperfeiçoamento.

Benjamin Zander, maestro da Orquestra Filarmônica de Boston, rompeu todas as convenções sobre condução e interpretação musical para obter a melhor performance. De acordo com o livro “A Arte da Possibilidade”, Zander transformou a interpretação e a performance em um esforço de equipe. Seu novo paradigma de possibilidade estimulou colaboração por parte de cada membro da orquestra. Os benefícios da mudança não foram apenas em favor dos ouvintes ou do maestro, mas também intensificaram a satisfação e a inovação entre os músicos colaboradores.

Uma mudança bem-sucedida frequentemente começa por uma clara comunicação da visão, que ajuda os envolvidos no processo a obter um entendimento das possibilidades que surgirão com a mudança. Depois, é dar a eles a oportunidade de ter um senso de propriedade no processo.

Próxima semana tem mais!

Rudolf Dainis Smits, bacharel em arquitetura pela universidade MATS, ex-empresário, atualmente é gerente técnico e de design da Hill International – Project and Construction Risk Management; é membro fundador e diretor do CBMC Letônia, membro fundador do Seminário Teológico Reformed Baltic e ex-diretor da Europartners. Tradução de Mércia Padovani. Revisão de Juan Nieto (jcnieto20@gmail.com).

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