Sanidade

“Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá;  pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado.”
1 Corintios 3:16-17

“Deus nos fez pessoas completas, com as dimensões física, espiritual, emocional, intelectual e social. Ignorar qualquer aspecto de quem somos como homens e mulheres feitos à imagem de Deus sempre resulta em consequências destrutivas – em nosso relacionamento com Deus, com os outros e conosco” (Peter Scazzero, em Espiritualidade Emocionalmente Saudável).

Como é difícil ter uma vida equilibrada! É verdadeiro malabarismo. Mas em algum momento da vida, nós precisamos nos engajar nesta busca. Ainda que leve muito tempo para que consigamos conquistar algo pelo menos próximo a isso!

Eu acho que em parte a dificuldade está no esforço envolvido em liderar a si mesmo. Quando nos deixamos levar pelas circunstâncias – indo pelo caminho largo da superficialidade – rapidamente o caos se instala. É como um jardim que ninguém cuida, cheio de ervas daninhas, pragas, crescimento desordenado… basta não fazer nada, que tudo fica assim.

Ter uma vida saudável em todas as dimensões envolve a disciplina de ir dormir mais cedo, alimentar-se com inteligência, fazer pausas para relaxar e se divertir, mas também fugir da preguiça e autoindulgência. Pensar positivo exige mais determinação do que se deixar levar pelo negativismo. Desligar a TV (ou a internet) e ler um bom livro. Sair do isolamento e cultivar amizades. Confessar seus pecados a um irmão, arrepender-se e recomeçar. Perdoar e limpar o coração de toda amargura. Buscar uma terapia pra colocar as emoções em ordem. Exercitar-se. Cultivar nosso relacionamento com Jesus através da oração e leitura bíblica.

A nossa sanidade é resultado de pequenas e grandes escolhas que fazemos todos os dias. É interessante que algumas pessoas não cristãs podem ser mais saudáveis do que muitos crentes, simplesmente porque valorizam a vida. O que nos faz pensar ser possível adotar o estilo “Homer Simpson” de viver e achar que isso não nos trará consequência alguma?

Certa vez ouvi a Esli Regina, conhecida psicóloga e nossa irmã em Cristo, dizer que em determinado momento da vida decidiu que seria “o mais saudável possível”. Isso não a poupou de um câncer de tireoide, afinal ninguém tem controle de tudo; mas sem dúvida, dentro do que lhe é “possível”, esta decisão a tem levado a um estilo de vida no mínimo coerente com a sua fé.

Quero terminar esta reflexão citando um trecho do texto que Ziel Machado escreveu no site da ABU[1], em julho de 2015, sobre John Stott, o seu mentor. Em meio a muitas recordações, ele diz:

– Meu encontro mais “constrangedor” com ele posso descrever em poucas palavras. Estávamos em um mesmo evento e, quando ele me viu, me saudou como de costume. Ao se aproximar, me disse: “acho que minha confiança em você vai diminuir”. Eu fiquei surpreso e assustado com a reação dele. Ao perguntar a razão, ele me respondeu: “vejo que você não tem cuidado de sua saúde”, e completou: “se você descuida assim de sua saúde, como posso crer que você irá cuidar de seu ministério?”. Constrangido, ouvi a repreensão e prometi a ele uma mudança de hábitos. Cumpri com o prometido e até hoje me esforço para manter minha promessa.

Qual área de sua saúde física ou emocional você percebe que precisa de um cuidado maior?

Que passo você pode dar ainda este mês para que essa mudança aconteça?

Vamos nos cuidar!

Eliane Werner
missionária e coach

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