Cultivando o relacionamento com Deus

Por Peter Scazzero

Cultivar uma vida com o Senhor Jesus exige muito tempo e foco. Dias a sós com Deus, horas de meditação na Palavra e tempo para ler são indispensáveis. Somos cercados por inúmeras distrações e vozes que não nos deixam ficar aos pés de Jesus, como fez Maria em Lucas 10.
Na história da igreja um dos sete pecados mortais é a preguiça (desleixo, “descuido”), que foi descrita não apenas como preguiça, mas como ocupar-se com coisas erradas. Estamos ocupados, dizem os pais espirituais, porque não atendemos ao esforço exigido ter uma vida de recolhimento e a sós com Deus; não nos preocupamos com as coisas certas. Não há paciência para o ativismo, nem mesmo para a atividade piedosa, a menos que fosse alimentada por uma rica vida interior com Deus.
Os pais do deserto advertiram seguidamente sobre estar envolvido na atividade de Deus antes do tempo certo. Eles nos advertiram oportunamente sobre isso.
Portanto, para deixar de ter um relacionamento superficial com Deus, comecei a desenvolver uma vida com ritmos monásticos. Por exemplo, comecei a praticar o “culto diário”, como uma forma de estruturar os meus dias. Comecei a planejar o meu dia em torne de três ou quatro blocos pequenos de tempo para parar, me centrar, ler a Palavra e me silenciar. Passei a adotar, implacavelmente, dias de silencio como elementos indispensáveis para a minha vocação.
É uma ilusão imaginar que podemos conduzir pessoas à uma jornada que não fizemos. Nenhum programa pode substituir a superficialidade e a teimosia que, inevitavelmente, permeiam nossos ministérios quando descuidamos do nosso relacionamento com Deus.
“O Senhor é minha rocha, minha fortaleza e meu libertador; meu Deus é minha rocha, em que encontro proteção. Ele é meu escudo, o poder que me salva e meu lugar seguro. Ele é meu refúgio.” (2 Samuel 22:2-3)

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